um pouco de juventude
Sinto um grande vazio existencial e neste momento de escuridão me debruçei aqui neste teclado para tentar encontrar uma luz que me leve pra qualquer lugar que eu não encontre nada para me tirar do prumo, e assim sem pensar em nada vou traçando essas indecisas linhas sobre o nada. Ao olhar para o futuro não vislumbro novidade alguma, ao meditar sobre o passado, encontro lá todos os meus erros, as coisas que devia ter feito, o modo que deveria ter agido diante de uma ou outra situação, e só agora, depois do acontecimento é que me dou conta de que ao fazer a opção equivocada eu contrariei os meus pensamentos, que encobertos por nuvens escuras, não me deixaram perceber que haviam outras opções, que eu não precisava ter sido rápido na escolha, que os problemas, quando aparecem, necessariamente não precisam ser resolvidos para ontem, as coisas tem seu tempo de maturação, e eu, na minha ânsia de juventude, fiz opções apressadas, fiz comentários desproporcionais, fui defensivo demais, fui ostensivo demais, falei alto demais, falei baixo demais, deixei de brigar quando deveria te-lo feito, apaziguei o impaziguável, chutei o balde pra longe quando deveria ter deixado derramar, pedi perdão e desculpei o indescupável, fui precavido quando não devia, votei errado, amei errado, e errando fui caminhando pra frente da minha vida e ela fui indo mais rápida que eu dava conta de compreender e fui optando sem perceber as várias opções e só seguia um rumo, o rumo incerto, que eu não sabia onde ia dar e ao chegar lá eu não percebia que tinha chegado e começava a caminhar novamente e novamente iniciava a caminhada sem pensar nas consequências e me escondia das insurgências da vida e ia optando ora aqui ora acolá sem ao menos perceber e avaliar as consequências de como e onde eu tinha chegado. Até que o tempo parou e me deparei com a realidade, com a minha realidade, e então eu questionei todas as minhas opções e cheguei a conclusão de que faria tudo outra vez do mesmo jeito e a minha vida seria essa mesma e de vez em quando eu me encontraria nesse estado emocional de hoje e escreveria de novo essa mesma bobagem que acabei de escrever, mas que trouxe alivio ao meu coração e isso acalma minha pertubação mental, como se fosse uma droga.


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